Eyes wide open, naked as we came.

Paranóica, reajo de forma estranha quando me olho no espelho. O efeito do vinho me fez delirar por instantes, ao saber que a mais barata ressaca, jazia em meu olhar. Estava sozinha novamente.
Era outono, a estação favorita das despedidas secas e das recaídas nostálgicas da minha natureza. Enquanto os vizinhos varriam as folhas caídas de suas árvores, eu (mais uma vez) encharcava meu cacto com água até transbordar e molhar toda a madeira da janela. Havia incensos por toda casa e meus livros já tinham este cheiro peculiar. Eu tentava de certa forma fugir de todo perfume que ficara da noite passada. Mas de que me adiantava? Se eu o carregava na veia.
Intenções de segunda mão me fizeram mais uma armadilha, como fazem todos os dias. Você sempre volta, me traz cervejas, flores, sorrisos, calor. E só. Só?
E a porta se abre novamente.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

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